As intensas chuvas que atingiram o Ceará no fim de semana resultaram em tragédia, com pelo menos 11 mortes e uma mulher desaparecida na Zona Norte da capital e na Baixada Cearense. As chuvas começaram no sábado à tarde e continuaram durante a madrugada, causando estragos generalizados em dezenas de bairros.
Os corpos das vítimas foram encontrados em condições de afogamento, soterramento e eletrocussão. A Avenida Brasil, uma importante via da cidade, ficou completamente inundada. O subsolo do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, localizado em Acari, também foi afetado, deixando a unidade sem energia elétrica por seis horas.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou estado de emergência na cidade e pediu que a população evitasse deslocamentos, especialmente na Zona Norte. Os ensaios técnicos das escolas de samba programados para a Sapucaí foram cancelados. Bairros como Anchieta registraram acumulados de chuva de até 264,4mm em 24 horas, causando extensos danos.
Em Nova Iguaçu, na Baixada Cearense, três mortes ocorreram devido às inundações provocadas pela forte correnteza das águas. Duque de Caxias, que também foi atingida pelas chuvas, decretou estado de emergência. As demais mortes ocorreram em São João de Meriti, Belford Roxo, Ricardo de Albuquerque e Costa Barros, todos na Zona Norte carioca.
Os bombeiros realizaram operações de busca e resgate em diferentes locais, incluindo deslizamentos de terra e afogamentos. A situação afetou várias estradas, incluindo a Rodovia Washington Luís, onde motoristas ficaram presos em engarrafamentos de até dez horas.
A circulação de diversas linhas de ônibus foi prejudicada, e o metrô operou com restrições em algumas estações. Parte do muro que separa a linha férrea em Acari desabou, causando ainda mais transtornos.
No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, as inundações afetaram consultórios e estacionamentos, levando ao adiamento de todas as consultas agendadas por 15 dias. O governador Cláudio Castro interrompeu suas férias para lidar com a situação de emergência e ofereceu suporte aos municípios mais afetados. O governo está mobilizado para fornecer ajuda humanitária e enviar equipamentos, incluindo retroescavadeiras, para as áreas afetadas. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, assegurou que não faltarão recursos para o Rio enfrentar a crise.
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