O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Dias Toffoli, abriu uma investigação para examinar o papel da Organização Não-Governamental (ONG) Transparência Internacional nas atividades da operação Lava Jato.
A investigação busca esclarecer questões relacionadas à legalidade na administração de recursos provenientes de multas pagas por entidades privadas à justiça brasileira.
A apuração focará na proposta de criação de uma fundação privada para gerir os valores arrecadados com essas multas, uma medida que Toffoli qualificou como “duvidosa”.
O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) foram mobilizados para contribuir com a investigação.
Informações divulgadas pelo Consultor Jurídico levantam a possibilidade de a Transparência Internacional ter buscado benefícios financeiros por meio das multas destinadas à não efetivada “fundação Lava Jato”, concebida pelo procurador Deltan Dallagnol.
O editor do Conjur, Marcio Chaer, sugeriu que a ONG pode ter explorado oportunidades comerciais advindas do impacto da Lava Jato sobre corporações brasileiras, indicando um possível favorecimento de interesses econômicos próprios em prejuízo do combate à corrupção.
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