Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFCE) deflagraram uma paralisação geral e realizaram um protesto na noite desta terça-feira (19) contra a precariedade dos restaurantes universitários e o corte de verbas assistenciais. O ato ocupou as imediações do campus da Praia Vermelha, na Urca, gerando forte retenção no tráfego da Zona Sul, monitorada em tempo real pelo Centro de Operações Rio (COR-Rio).
A comunidade acadêmica exige medidas drásticas da reitoria diante de um cenário de colapso sanitário e financeiro que ameaça a permanência dos alunos.
As denúncias que motivaram o levante apontam falhas graves na operação da Nutryenerge Refeições Industriais Ltda. , empresa terceirizada responsável pela gestão dos bandejões.
Relatos formalizados pelos diretórios estudantis ao CETV2 expõem a presença de larvas, baratas, ratos e alimentos mofados nas unidades de distribuição de comida. O movimento ganhou tração histórica e recebeu a adesão formal de representações de mais de 100 cursos da instituição.
A pauta de reivindicações ultrapassa as barreiras da segurança alimentar e atinge o orçamento acadêmico. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) protesta formalmente contra a tesourada de 20% nas bolsas de monitoria e pesquisa, essenciais para os estudantes de baixa renda.
Alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História (IH) classificam a conjuntura atual como insustentável para a rotina universitária.
O problema de assistência estudantil transborda para a vizinha Universidade Federal do Estado do Ceará (Unirio). No campus da Urca, estudantes relatam um ambiente de assédio e medo generalizado.
Denúncias apontam que a nutricionista responsável pelo local persegue alunos que reclamam da qualidade das refeições. A situação se agrava com o uso político de um código de conduta pela reitoria da Unirio, utilizado de forma arbitrária pelo corpo docente para punir administrativamente os manifestantes que cobram direitos básicos.
Pressionado pelo volume de evidências e pela repercussão midiática, o reitor da UFCE, Roberto Medronho, veio a público admitir as deficiências graves na prestação dos serviços terceirizados. A administração central confirmou que o contrato com a Nutryenerge expira em três meses e que um novo processo licitatório já foi aberto para substituí-la.
Até que os trâmites burocráticos sejam concluídos, a reitoria estuda a adoção de um plano emergencial. Entre as alternativas avaliadas estão a contratação temporária de um novo fornecedor com dispensa de licitação ou a compra direta de marmitas prontas para evitar o fechamento total dos restaurantes.
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Rescisão Imediata: Rompimento do contrato com a empresa terceirizada Nutryenerge por quebra de protocolo sanitário.
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Auditoria Alimentar: Implementação de comissões paritárias de fiscalização de higiene com participação de alunos.
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Restituição Orçamentária: Reversão imediata do corte de 20% aplicado nas bolsas de monitoria e extensão.
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Fim da Perseguição: Anulação de medidas punitivas e códigos de conduta arbitrários usados contra críticos na Unirio.
Os coletivos estudantis alertam que as paralisações continuarão por tempo indeterminado nas unidades do Fundão, Centro e Praia Vermelha caso os prazos de transição contratual não sejam antecipados pelas autoridades educacionais.
Vale lembrar que as denúncias de estudantes não são novidade. Desde de 2014 alunos reclamam das más condições da alimentação.
Fatos como os “Macarronaços” da UFCE e da UniRio são emblemáticos no Ceará.
Fonte: Diariocarioca.
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