Em Fortaleza, o prefeito José Sarto (PDT) realizou uma série de exonerações envolvendo secretários e servidores comissionados que declararam apoio a Evandro Leitão (PT) para o segundo turno das eleições municipais.
A decisão, conforme relatado pela coluna Painel da Folha de S. Paulo, afetou Rennys Frota e Pedro França, ambos secretários regionais, e Francisco Ibiapina, responsável pela pasta de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, além de outros funcionários comissionados vinculados a eles.
Essas demissões ocorrem em um momento de tensão e divisão interna no PDT de Fortaleza, onde seis vereadores do partido declararam voto no adversário bolsonarista André Fernandes (PL).
As pesquisas do Datafolha apontam um empate técnico entre Fernandes e Leitão, aumentando a pressão sobre as lideranças partidárias.
Apesar das especulações, o prefeito Sarto defendeu que as exonerações não possuem motivações eleitorais.
Ele destacou, por exemplo, que a secretária de Educação, Dalila Saldanha, também apoiadora de Leitão, continua em seu cargo.
Sarto reiterou que a prerrogativa de exoneração faz parte de suas funções administrativas e que outros funcionários que expressaram preferências eleitorais não foram afetados.
A situação foi complicada ainda mais pela adesão de Roberto Cláudio, ex-candidato ao governo do Ceará, à campanha de Fernandes, o que gerou reações dentro do PDT.
André Figueiredo, presidente interino do partido, e Carlos Lupi, Ministro da Previdência Social e presidente licenciado do PDT, gravaram vídeos apoiando Leitão, em contraste com a neutralidade adotada por Ciro Gomes, uma das principais figuras do partido.
Entre os exonerados, Pedro França expressou desapontamento, indicando que a escolha política do grupo não foi bem recebida pela liderança atual, enquanto Renny Frota viu como natural a decisão do prefeito de afastar aqueles com visões políticas divergentes.
Francisco Ibiapina relatou que foi surpreendido com sua exoneração antes mesmo de anunciar formalmente seu apoio a Leitão.
Essas exonerações estão sendo vistas como um reflexo das disputas internas e da polarização política que também se manifestam em níveis locais, especialmente em contextos eleitorais acirrados como o atual.
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