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Os gastos de brasileiros no exterior atingiram um recorde no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (28). As despesas somaram US$ 12,61 bilhões, o maior valor para o período desde o início da série histórica, em 1995.
O montante representa um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os gastos foram de US$ 10,3 bilhões. De acordo com o BC, o aumento ocorre em um momento de queda na cotação do dólar, o que barateia viagens e compras no exterior.
Passagens aéreas, hospedagem e produtos cotados em moeda estrangeira ficam mais acessíveis quando o dólar está baixo. Nesta segunda-feira (27), a moeda fechou a R$ 5,11, com alta de 0,60% no dia, mas acumulando recuo de 6,87% no ano.
A queda do dólar acontece em meio a tensões no Oriente Médio. O mercado avalia que o Brasil, por ser exportador de petróleo, está em situação melhor que outras economias, e a venda do produto contribui para a entrada de divisas, valorizando o real.
Além disso, a economia brasileira segue crescendo, embora em ritmo menor. A atividade econômica é outro fator que influencia os gastos no exterior, segundo o BC.
Contas externas
O BC também informou que o déficit das contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre. A conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 27,47 bilhões, contra um rombo de US$ 32,85 bilhões no mesmo período de 2025.
O resultado em transações correntes é composto pela balança comercial (comércio de produtos), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos). O BC explica que o tamanho do déficit está relacionado ao crescimento econômico: quando o país cresce, demanda mais importações e serviços, aumentando o rombo.
Investimentos estrangeiros
Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil também subiram no primeiro semestre de 2026. Segundo o BC, os estrangeiros trouxeram US$ 47 bilhões entre janeiro e junho, contra US$ 35,4 bilhões no mesmo período do ano passado. O montante foi suficiente para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses do ano.
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